quinta-feira, 14 de abril de 2016

Viagem à Holanda!

O verde das planícies misturado ao colorido das tulipas enchem a janela do moderno metrô. É a primeira lembrança que vem a minha mente quando me lembro da charmosa Amsterdam, na Holanda. Conhecida como uma das pequenas cidades mais extraordinárias do mundo, é cortada por belos e longos canais, além de ser também conhecida por seus museus, coffeeshops e a badalada e no mínimo peculiar, Red Light.
Neste post irei contar um pouco de cada atração que conhecemos nos dois dias em que ficamos em terras holandesas. Uma bela e marcante viagem, a qual não poderíamos deixar apenas em nossas memórias e nas fotos que colorem nosso álbum, mas sim compartilhadas com todo carinho com vocês.  


                                                               Jardins de Keukenhof

Bicicletas, Coffeeshops e Canais
Na primavera os hostels na região central ficam lotados, uma das razões pelas quais ficamos em uma pequena cidade cerca de 20 minutos do centro de Amsterdam, chamada Haarlem. Ficamos em um aconchegante hostel à beira de um canal, chamado Stayokay. Após um breve descanso, pegamos o metrô e chegamos ao centro de Amsterdam. Logo ao sair da estação nos deparamos com um estacionamento de 3 andares para bicicletas completamente lotado! Impressionante a cultura e o estilo de vida visto dos holandeses. As bicicletas e as pessoas dividindo espaço com jovens, idosos, crianças... todos invadidos pelo sentimento de tranquilidade de um pequena cidade e da agitação das metrópoles. Sentimentos antagônicos que se misturam e tornam a experiência de estar ali simplesmente incrível.
Toda essa beleza é ainda mais intensa quando nos vemos rodeados por imensos e as vezes pequenos canais. Estes canais dão um ar venezaliano (acho que essa palavra não existe, mas enfim) e as gôndolas reforçam ainda mais esse ar romântico. Os canais de Amsterdam são um caso de amor a parte. Limpos e bem cuidados, estão por toda a cidade e foram rigorosamente calculados e construídos ainda no século 17, época onde a cidade era uma das mais ricas do mundo. Toda essa beleza começou atrair turistas desde aquele século até os tempos atuais e, que pelo visto irá ajudar a atrair mais e mais turistas todo ano, por que é encantador, ainda mais porque é foi feito pelo homem em conjunto com a obra divina.
Sempre de pé, andamos sem direção por alguns minutos e logo avistamos os famosos coffeshops holandeses. Todos iluminados pelos letreiros extravagantes e outrora escondidos entre inúmeras vielas. Nos coffeeshops a maconha é comercializada e a bebida alcóolica é proibida, mas claro tudo cheio de regras e normas seguidas à risca. O consumo de maconha e adjacentes em Amsterdam não é legal, é apenas tolerado sem punição, seguindo algumas regras específicas muito bem fiscalizadas. Por isso, o único lugar onde você pode comprar esse tipo de droga é dentro de um coffeeshop. E vale dizer que o estabelecimento não pode vender mais de 5g da droga para os clientes. Isso tudo presente na região conhecida como Red Light, que aliás irei falar um pouco a mais a baixo.
















               Estacionamento de bicicletas

                                                                         Coffeeshop

                                                                                     Canal na cidade de Haarlem

Red Light District
É como ver um outro mundo. Essa frase descreve o que vimos na Red Light. Maconha, mulheres nuas, prostituição. Você deve imaginar: Que zona (sem ambiguidade da palavra) é essa!? Mas acredite, não é! Tranquila e ao mesmo tempo lotada, a Red Light concentra o que há de libertário em Amsterdam. As prostitutas são como qualquer trabalhadora holandesa, pagam impostos e têm direitos trabalhistas, além de se organizarem para lutar por melhorias nas condições de trabalho. Elas se exibem seminuas em pequenas vitrines pelas ruas, ruas as quais tomadas por curiosos e claro, clientes.
Para entender a fama desse bairro (ou distrito como é chamado) e preciso voltar no tempo, lá no século 13, quando marinheiros e piratas que chegavam cansados de suas viagens, passavam por lá e as famosas e belas donzelas que ali estavam, ofereciam-se para curar esse cansaço. E você talvez se pergunte: e o porquê do nome Red Light (Luz Vermelha em tradução literal do inglês)? Bem, seu nome foi dado porque nesse período os estabelecimentos/bordéis ali presentes eram iluminados por lampiões de luzes vermelhas, colorindo com essa cor os recintos de “descanso” e boemia. Red Light District é lugar obrigatório para se visitar em Amsterdam. Andar por aquelas ruas e ver a cultura holandesa e a forma que eles encontraram para diminuir os problemas sociais, diferente do que costumamos ver aqui no Brasil, foi algo imensamente gratificante e surpreendente.


                                                                          Red Light District

Keukenhof - O maior e mais bonito jardim de tulipas do mundo!
Quando decidimos ir para a Holanda, não passou nas nossas cabeças que era primavera na Europa. Só nos demos conta ao montar o roteiro, lendo blogs e afins. Bom, primavera na Europa já é incrível, imaginem agora na Holanda? O país é conhecido por seus lindos campos de tulipas e suas variadas cores. Sabendo então disso, decidimos conhecer Keukenhof, como o enunciado aí encima diz: o maior e mais bonito jardim de tulipas do mundo!
O parque de Keukenhof fica na cidade de Lisse, a 30 km do centro de Amsterdam. Lemos em alguns blogs que a melhor forma de chegar lá seria pelo aeroporto de Schiphol. Mas, decidimos arriscar indo primeiro ao nosso hostel em Harleem e visitar Amsterdam para depois então irmos aos jardins. Não vamos negar que ficamos um pouco receosos em deixar para a última hora para pesquisar como chegar em Keukenhof, mas com poucos clicks no Maps achamos a rota e os metrôs certos para chegar lá. E bom, chegamos perfeitamente como planejamos (graças também a boa wifi dos metrôs holandeses).
Chegando em no parque, fomos direto comprar nossos tickets de entrada, o que foi rapidinho e barato, cerca de 16 euros para adultos e 8 euros para crianças de 4 a 11 anos. Pode-se comprar os ingressos pelo site do parque ou na bilheteria, que fica aberta das 08:00 às 18:00h. A visita ao parque pode ser feita todos os dias da semana das 08:00 às 19:30h. 
A fila estava grande para entrar, mas a boa organização fez com não ficássemos nem 10 minutos esperando. Dentro do parque a expectativa foi mais do que superada. O parque era simplesmente imenso e cheio de tulipas de variadas cores e em todos os lugares. Elas formavam grandes curvas e desenhos pelos jardins, misturando arte com um belíssimo trabalho dos funcionários do parque. Simplesmente genial!
Todo ano a exposição de tulipas no parque aborda um tema diferente. Na primavera em que visitamos o tema foi Holanda, ou seja, além de contemplar aquele verdadeiro “mar de tulipas”, também aprendemos um pouco sobre a relação dos holandeses com sua história, o que se mistura com esse amor encantador que eles têm pelas tulipas.
O parque é muito bem sinalizado e tem estrutura suficiente para que o visitante passe o dia todo por lá: restaurante e cafés, barraquinhas que vendem vários tipos de comida e lojas de souvenir espalhadas por quase toda a área. A criançada também se diverte bastante, pois no local também há uma mini fazenda, playground, além de um moinho típico holandês onde é possível subir e admirar a paisagem dos campos de flores.
Ficamos por lá o dia todo e saimos maravilhados e com aquela sensação de que sim, voltaremos lá com certeza! Aliás, todos devem ir a esse lugar mágico e impressionante que só a Holanda, com seus belos campos e flores, pode oferecer!









Bjinhos,
Bebel Eugênio

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